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Precisamos de um Plano Digital para a Soberania Nacional
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Dei joinha no seu comentário mas faço um acréscimo. Acho que no momento atual (antes da revolução proletária) não é politicamente viável abolir o arcabouço fiscal. Mas podemos fazer do limão uma limonada: ajustar o arcabouço fiscal para isentar investimentos e gastos estratégicos – como soberania tecnológica e infraestrutura! Aí o arcabouço fiscal limitaria gastos problemáticos (como penduricalhos de juízes), mas sem castrar os investimentos estratégicos.
Isentos do arcabouço fiscal, os investimentos e gastos estratégicos ainda seriam limitados pelos recursos disponíveis, mas viabilizaria:
Na China o deficit é expressivo (Fitch previu 8,8% do PIB para 2025), mas com forte controle estatal sobre o sistema financeiro e direcionamento de recursos para infraestrutura produtiva. Não funcionaria no Brasil atual, onde a burguesia controla o capital financeiro. O déficit chinês funciona sob planejamento estatal; no Brasil, o Estado é refém dos juros e do mercado.
Não defendo que o Brasil tenha deficit expressivo (como a China) sem mudar outras variáveis. O problema é que a ideologia dominante dogmatiza o superavit, ao invés de permitir a solução mais adequada.
Claro que a solução real é colocar a classe trabalhadora no poder (como fizeram China e Vietnã), mas esse ajuste do arcabouço poderia trazer grandes benefícios para a população e conquistar credibilidade para a esquerda. Não defendo o reformismo, mas também não podemos dar uma de PSTU e achar que a revolução é iminente.
Discordo fortemente que é necessário a revolução só pra revogar o arcabouço, como se ele fosse uma estrutura anciã e não de só 10 anos atrás. Na verdade a premissa e objetivo do arcabouço em si é sufocar e extinguir o poder econômico do estado, então a luta pra revogar ele e pra eliminar todos os neoliberalismos dele teriam exatamente a mesma dificuldade. Não tem “gasto problemático” em magnitude que justifique um limite generalizado do poder econômico do estado, e se for olhar tudo que merece exceção vai ser praticamente tudo. É tipo querer o arcabouço fiscal sem o arcabouço fiscal.
A revolução certamente não é iminente, mas o arcabouço fiscal também não é eterno. É “só” revogar uma lei. Se não dá nem pra fazer isso, melhor largar a atuação política. Pelo menos o PSTU organiza greves e arranca melhorias econômicas pros sindicatos no qual tem presença.
Me preocupa muito o quanto tudo agora depende da prometida revolução pra acontecer. Nem parece que o governo Lula 1 já fez um monte dessas coisas “politicamente inviáveis”.
Você discorda fortemente mas foi educado com este novato. Agradeço. Sou novo no comunismo, fico até um pouco sem graça de me chamar de “comunista”; às vezes digo “aprendiz de comunista”. Após uma prova de concurso público (já no dia 22!) devo ter mais tempo para estudar melhor a teoria marxista.
O reformismo do PT e da ala majoritária do PSOL está em franca decadência há anos e já se rebaixou muito, muito mesmo.